domingo, 10 de junho de 2012

ler ter ator há de corar são

Senhora, me diga...

estive pensando por horas
porque foi descer as escadas,
se tudo em mim selava as portas?
porque descer daquele jeito olhando
e calando na boca as palavras que iam sair?
na falta de respostas
fechei minhas mãos e bati em meu rosto
e, à falta de dor,
fiz o contrário:
abri meu coração em direção ao seu gosto

Li ter altura de cor ação

Intervalo

intentá-lo

inválido

inté(r)valho (atitu de meu coração)

inté orvalho (derramando no chão)

em temporal vamos sobrevivendo como sóbrias sombras breves vivem vendo hoje em dia

Entre vales

inventar-te

se ventar 

em mim (não se preocupe) eu não vou morrer tão cedo e nem vou correr de medo (porque)

gente da minha espécie

nasce, morre, cresce

sem entender direito

o jeito que o mundo tece as forças do viscejo

e eu vejo vida todos os dias do lado de dentro da janela do meu vilarejo

mas quando pass-ares por ela

olha demoradamente

porque a morada da gente

tem uma alegria daquelas de antigamente

como um sol de tarde e a meninada correndo e gritando e caindo e chorando / e o pessoal falando mal do alheio / do fulano que enricou e não veio / ver os velhos varrendo o passeio / e gostando muito de discutir o resultado de um jogo ou qualquer coisa boba que, hoje em dia... hoje em dia...ninguém dá mais ligança, mas a gente sabe que tudo era a mesma rua, a mesma turma comendo do mesmo prato e o "Paraná" passando quase caindo da cachaça que a mulher o deixou e ele só / queria ser melhor / mas não queria ficar só / e não sabia falar, só quando bebia e chorava e ia pra casa no fim da rua e o povo dizia: "Puxa, tá sofrendo de amor", mas hoje em dia... hoje em dia, não.


Líder atura descora tão

escrever-te (nem sei se você me lê)
e crer ver-te (mas você me evita enquanto meu coração verte uma lágrima aflita)
e se, ao vê-la, ele disparar (?)
será um pouco daquilo que so(u)a
se ar, louco e tranquilo vo(u)a
buscar um jeito de dar alívio a esse bicho
que mora dentro de mim
se(u)m dono se(u)m rumo se(u)m sono
seguindo só rindo sem nada saber
ou sabendo bem pouco
ou saberes bem loucos
ou errares por bem-quereres
(se eu pudesse saber a verdade...?)
o tempo inventa "a`s" vezes aquieta a batida discreta concreta de meu amigo (se ele é forte, esse bicho...
iludido
que exista
uma verdade
que exista
uma deidade
uma idade em sua pura vontade de querer ou a querência da volição queria caminhar de mãos dadas porque é tão difícil caminhar e dar as mãos?!?)
acho que tinha um pecado, um erro, um crime exigindo esse sacrífico, mas ele não aceita essa condição porque queria sangrar num dia de sol como uma alegria última para tudo que é vivo
feito um sentimento antigo
um sorriso de dentro no peito
se insinua lentamente-meio-desconfiado
se souberes o fundo
seus sabores do mundo
e tudo-nada pudesse sempre ter rido
ou se perdesse o sentido
sequer um rio
um rito
um sorriso bonito
ah, como eu te acredito!

Lideraduras-decoração

quiriaticutucá-quiriá...quiriatibatucá-quirida...querendo me deliciar com a vidaa diva a dívida e o mar queriadeitar a onda aonde minha vida ter-min'ar(porque prometi que não ia acabar agora:promessa é dívidapor mesa é devidapor essa vidavou me embrenhando entre cantos e brechas da suaquis mover a luase não vir-vier da cúpulaa culpa é toda cruaa luta é grandeo luto também)em nome do pai-da mãe-do filho que vem.Amem-Amém-Homem



Vídeo da Dança do Congo (resumo)


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